Tenho o Dom de Amar e o Privilégio de ser Amada.

02
Jun 13

Há qualquer coisa em nós, entre nós, sobre nós que me tira o ar. Há qualquer coisa que me faz tremer, qualquer outra coisa que me faz levitar e uma outra ainda mais difícil de explicar que me faz ter esperança. Esperança em quê? Sei lá. Em nós, no futuro, em nada, no tudo.

Há qualquer coisa em nós, entre nós, sobre nós que me põe os nervos no máximo. Não, não de uma forma negativa. Há qualquer coisa em nós, entre nós, sobre nós que me faz estremecer de emoção, que me faz perder a noção do norte. Qualquer coisa que me faz lembrar que sou tão pequena em comparação com tudo o que se passa à nossa volta, na vida. E surgem as dúvidas, medos, fantasmas do passado que me fazem pôr um pé atrás. E nestas voltas e reviravoltas nas quais o coração pede descanso, mas mesmo assim luta e resiste, encontrando sempre uma força nova; acabo por perceber que é essa tal coisa que me traz os medos, que também me traz a segurança e a força. É este mas, porque há sempre um mas, que me diz que há qualquer coisa em nós, entre nós, sobre nós que acaba por dissipar tudo aquilo que se poderia julgar mau. Qualquer coisa em nós, entre nós, sobre nós que não me deixa afastar, que me vai puxando como se de uma grande mão invisível se tratasse, empurrando-me de encontro a ti, de encontro a nós, talvez.

Há qualquer coisa em nós, entre nós, sobre nós. Mas será que há mesmo? Ou será que é apenas qualquer coisa em mim, por ti?

Há qualquer coisa em mim, por ti, talvez entre nós, sobre nós que me tira o ar, que me faz tremer, que me faz levitar, que me preenche, que me faz transbordar, que me faz imensamente bem e profundamente feliz. E é essa coisa que, mesmo não tendo a certeza que exista, me faz ter esperança.

teoria feita por Mags às 21:48

20
Ago 12

Não sei muito bem o que hoje me aconteceu. Nem sei bem há quanto tempo não abria o meu blog, mas julgo já ter passado perto de 1 mês. Hoje, não direi que tenho querido muito aqui escrever. Não tenho. Simplesmente nem me tem apetecido abrir esta página. Houve uma altura em que me bastava ficar a olhar para este espaço branco, que agora começa a ser preenchido por palavras, para deixar de ter vontade de escrever. Consegui fazê-lo num pedaço de papel (apesar de não gostar, tal como já o disse) ou num documento word, mas não aqui, não neste meu espaço, neste meu sítio. Não sei, uma parte de mim esqueceu-se que ele existia e servia para isto. Outra parte, simplesmente desistiu com a minha pouca habilidade para dar títulos e nomes aqui à coisa. (sim, é por isso que o título deste post está em branco, lamento, sim?!)

Talvez ande a falar demais. Já li que quando se fala muito, não se tem nada para escrever. Talvez seja verdade. Não sei. Sei que não me quero tornar repetitiva. Não quero fazer os meus textos girando sempre à volta do mesmo, mas também não me imagino a vir para aqui escrever sobre o que me acontece no dia-a-dia. Não tenho a capacidade fantástica que algumas pessoas têm, de fazer textos com as coisas mais simples e corriqueiras que existem e ficarem obras primas. Sou mais do género de pessoa que imagina uma cena na sua cabeça e a põe por palavras. E mesmo assim, de vez em quando, essas palavras faltam-me.

Quantas e quantas vezes dou por mim a imaginar um diálogo entre duas pessoas, uma paisagem, uma brincadeira, querer passá-la para o papel (neste caso portátil, vai dar tudo ao mesmo!) e ficar sem a saber como descrever. Porque me parece que não existem palavras suficientes, nada é bom para empregar na situação. E dou por mim sempre no início. Com um pedaço branco, desejosa de o preencher com letras que combinadas darão o melhor dos textos, sempre com pensamentos que superam os anteriores e a fechar a página e a continuar em frente. Continuando a tê-las apenas na minha cabeça, na minha imaginação, sem os partilhar com ninguém. Puro egoísmo.

E quero deixar de o fazer. Quero voltar a percorrer o teclado rapidamente, com letras que formam palavras, que juntas se transformam numa frase, parágrafo, texto. Quero deixar de sentir a preguiça de escrever para os outros. Isto de ficar com textos e mais textos no computador, que nunca ninguém lerá, não dá com nada.

Por isso mesmo, se a partir de agora me repetir muito, lamento. Lamento mas se o fizer é porque o meu estado de espírito apenas dá para isso. No entanto, e não prometendo nada a ninguém, mas fazendo uma promessa e acordo comigo mesma, voltarei ao activo. Ou pelo menos assim desejo.

 

 

 

Btw, muito, muito, muito importante! Comecem a andar com os olhos bem abertos. Estou a meio das aulas para ter a carta de condução e... Bem, se atropelar algum de vós, as minhas mais sinceras desculpas, não foi, de todo, minha intenção! Ha ha ha ha... Brincadeira, brincadeira! Sou um must na condução, não é preciso terem medo!

teoria feita por Mags às 19:17

28
Jul 12

Desde há muito tempo que não me sentia assim. Hoje sentei-me com o portátil sobre as pernas (o novo, pequeno, leve e lindo portátil com o qual o meu papá me presenteou ontem, em virtude do meu se ter avariado há coisa de 5 meses). As minhas mãos fizeram o reconhecimento ao espaço, um espaço novo e diferente daquele a que estava habituada. Passei a ponta dos dedos por cima de cada uma das teclas, sentindo o prazer de perceber que automaticamente elas iam à procura de uma determinada tecla, reconhecendo que havia trabalho para ser feito.

Abri uma folha de texto do word. Havia sentido, há umas semanas, uma vontade imensa de esrever. Mas nunca gostei de o fazer em papel. Primeiro porque acho que é gastar folhas e canetas desnecessarimente. É claro que gosto de sentir a caneta deslizar no papel, o cheiro da tinta fresca em cima dele. Mas também gosto de ser ecológica e por isso mesmo não o faço. Gosto demasiado de poder escrever tudo e com o simples carregar de tecla poder também apagar tudo o que foi feito.

Ao abrir a folha do word, automaticamente as palavras omeçaram a fluir, livremente, ocupando o espaço que há muito lhes pertencia. Pela primeira vez em já algum tempo senti-me novamente preenchida, como se agora pudesse novamente mostrar a minha verdadeira essência, e escrevi. Simplesmente esrevi. Muito e muito!

teoria feita por Mags às 21:48

22
Abr 12

Vou-te contar um história. A história de uma menina, de 10 anos, que julga ter o mundo nas mãos. Que pensa que esse seu mundo, pequeno e perfeito, é cor-de-rosa clarinho como nos filmes... Anda num colégio privado, deseja, um dia, ser bióloga marinha (apesar de mais tarde ter mudado e decidido Direito!), e mais do que tudo, tem uma família, aos seus olhos, perfeita. Vou-te contar a história de uma menina que,  com apenas 10 anos, vê o seu pequeno e perfeito mundo desabar e uma nova realidade surgir-lhe. Esta, é a minha história.

 

Se algum dia escrevesse um livro, este seria o seu início. Passaram 7 anos desde que partiste. Hoje, poderia fazer apenas um reblog do que escrevi no ano passado. E não tiraria uma única vírgula, um único ponto, uma única lágrima. [ver] Mas não o faço. Mereces novas vírgulas, novos pontos, novas lágrimas, novas palavras.

Mereces ser relembrada a cada segundo, minuto, hora, dia, semana, mês, ano.

 

Continuo a sentir a tua falta. Passaram 7 anos e continuo a sentir a tua ausência, tal como no primeiro dia. Ainda tenho alturas em que vou às tuas gavetas apenas para relembrar o teu cheiro, em que pego em papéis por ti escritos para relembrar a tua letra, que visto roupa que um dia foi tua, para te sentir em mim. Mas também não escondo que aprendi a ser feliz. Já tive medo de o dizer, de o assumir. Mas no fundo, sou-o. E nunca te honraria se não o fosse. As minhas vitórias, são as tuas vitórias. Os meus sorrisos, os teus. Acredito que terias orgulho na pessoa em quem me tornei e é nisso que penso sempre que tenho uma decisão a tomar.

 

Este ano, não me alongarei mais. Tenho uma certeza que me descansa e hoje, nada mais preciso:

 

Enquanto existir memória, nunca serás esquecida. Enquanto existir amor, nunca deixarás de ser amada.

 

Sei que falo por todos cá em casa.

 

Sobrevivi e aprendi a viver 7 anos sem ti e contigo sempre presente. Agora é apenas continuar!

 

AMO-TE SEMPRE.

teoria feita por Mags às 17:02

17
Abr 12

Estou cada vez mais maravilhada com o meu Blackberry... Não sei explicar o porquê... Se todas as aplicações que tenho, se a fantástica capacidade dele, para agora que estou sem portátil, fazer trabalhos, receber mails, enviar mails, escrever textos, consultar o Facebook, atender chamadas e tudo isto em simultâneo!

Estou muito, mas mesmo muito satisfeita! O que é bom, já que ultimamente não tenho tido muita "sorte"...

 

  1. As aulas recomeçaram (são só 2 meses, são só 2 meses, são só 2 meses!) - estou tão desejosa de ir para a faculdade que nem imaginam;
  2. O meu disco externo avariou (já há alguns meses e perdi uma carrada de fotos, trabalhos, filmes, músicas, já para não referir que não tem arranjo);
  3. O meu portátil foi à vida, com o seu lindo ecrã azul de erro fatal, levando com ele textos e mais textos que tinha escrito para aqui publicar, um rascunho de um wannabe livro (duzentas e poucas páginas), fotos, trabalhos e a possibilidade de estar deitadinha na cama a ver filmes, navegar na net ou whatever...

 

No entanto, há sempre aspectos positivos a retirar... Preciso de um portátil novo (e rápido) para trabalhar... Que seja pequeno... Afinal de contas, para o ano estou na faculdade e não posso ficar sem meio de trabalho!

 

Mas, entretanto há que pensar em médias... E em cursos (Direito!!), e em faculdades! E em exames! É só mais um período e não me posso desleixar! Foram boas notas, só preciso de subir a de Português, para ficar com a pauta que quero!

teoria feita por Mags às 15:28

12
Fev 12
Falta apenas 1 semana para o grande dia. O desafio, o resultado final. Ate agora os feedbacks tem sido positivos, mas falta a apresentacao! Neste momento, estou segura. Sei que tenho tudo o que e preciso para ser bem sucedida, mas... Ja sei que com o aproximar do dia, todos os pensamentos serao do genero \"que estou eu a fazer? Vou-me atrapalhar toda, ou a voz vai-me faltar.\"
A expectativa e o entusiasmo sao grandes e valem a pena. Nao sei e se o meu coracao sobrevivera aos proximos dias!

PS: peco desculpa pela falta de acentos e c\'s de cedilha, mas ate instalar o portugues ao telemovel, tera que ser assim!
teoria feita por Mags às 01:31

23
Jan 12

Foi um longo período de tempo sem escrever. Uma pausa necessária para organizar ideias, sentimentos, sentidos, pensamentos. Um intervalo de busca incessante de quem sou, para onde vou. Nada de novo. Nada mudou. Sou eu e apenas eu. Um pouco de matéria, um ser consciente de si e dos outros, uma alma perdidamente apaixonada. Uma vontade, um caminho.

Encontro-me em cada palavra já escrita e vejo o que fui e o que sou. Apesar de continuar eu, de nada de novo existir, há reformulações do passado, melhorias. É muito bom!

Apaixono-me a cada dia mais pelo que faço, pelo que desejo fazer. Btw, entreguei agora a minha primeira (de muitas, espero!) moção. Política. Doce política. Corres-me nas veias como uma droga. É a adrenalina do momento, o fogo do indispensável, o gosto pela corrida. E quem corre por gosto não cansa.

E o facto de hoje, logo hoje que tenho menos uma mão apta a escrever e a trabalhar (e logo a mão dominante), não ter dispensado este momento de pequena reflexão escrita é um bom pronuncio.Quer dizer que estou de volta.

 

Me aguardem!

teoria feita por Mags às 20:10

23
Nov 11

Uma sensação diferente invade-me o corpo. Começando na pontinha dos dedos, inchando-me a alma de uma maneira nunca antes sentida por mim. Sinto-me a levitar, pairando a escassos centímetros do chão e sabe tão bem! Um sorriso desponta-me dos lábios nas mais diversas ocasiões, sem pressas, sem motivos válidos para tal. É como se estivesse numa realidade bem diferente da minha. Sem problemas, sem preocupações.

Os dias passam depressa, a correr, a voar. Quase que nem os sinto. Acabo de me levantar e quando dou por mim já é hora de me deitar. Sinto-me exausta, sem no entanto estar cansada... O cansaço não me pesa nos ombros. Deito-me tarde e a más horas e no dia seguinte estou a pé cedo. E sou feliz assim. Esta minha nova vida consome-me, sem me consumir.

Corro entusiasmada. Aliás, hoje em dia corro para tudo. Corro para a frente e para trás. Ando sempre a mil e quando paro, falta-me qualquer coisa. Mas só assim sou feliz.

Falo de mil e uma coisas e não me calo e enquanto não tenho as coisas resolvidas não páro. Por vezes chego mesmo a ser chata... Ou persistente, como um amigo diz. Escolham vocês!

Mas... E apesar de tudo, sinto-me tão bem! Aliás, já tantas vezes ouvi dizer e hoje dou valor: "Quem corre por gosto não cansa!". É verdade. Sinto-me prestável, estou a fazer o que eu gosto, e não deixo nada para trás. E estou empenhada. Muito empenhada em tudo. Tudo, tudo.

 

E apesar de nada no meu dia agora ser tranquilo, ou calmo; eu estou mais tranquila e feliz do que nunca! Ainda hoje escrevi: "A felicidade verdadeira é aquela que advém do nosso trabalho, daquele trabalho que nos dá prazer, que queremos fazer, que nos realiza, que nos preenhe!"

teoria feita por Mags às 16:25

20
Nov 11

Estou muito, muito feliz. Foi apenas mais um pequeno passo, mas que muito significa para mim.

 

 

E hoje é só para dizer isto :)

teoria feita por Mags às 00:57

16
Nov 11

"Sempre soube o que queria da vida. Nunca duvidei, nem por um segundo, da minha força, das minhas capacidades. Porque motivo se torna agora tão difícil para mim enfrentar um novo dia, levantar-me da cama e voltar a ir à luta? Deito-me lavada em lágrimas e mal acordo elas são as primeiras a acariciar o meu rosto despido de maquilhagem. Maquilhagem essa que utilizo para esconder as olheiras que teimam em não desaparecer. Rogo-te pragas. Sim, a ti que me deixaste neste estado decadente. Um fantasma vagueando pelo mundo, só e abandonada. Sem ser amada. Apetece-me arrancar do peito este músculo que se chama coração, apesar de saber que o que está estragado é a cabeça. O coração apenas reage aos estímulos cerebrais, batendo mais depressa. Se virmos bem, o amor e a paixão são apenas um conjunto de reacções químicas, uma conta matemática. Então porque motivo é para mim este bicho de sete cabeças, que me faz querer acabar com tudo?!

(...)

Está a chover lá fora. E há vento. Muito vento. Julgo mesmo que acabei de ver um relâmpago. Calço os sapatos e saio. Hoje ninguém me pára. Estou farta desta monotonia de dor. Não me apanhas noutra destas. A chuva fustiga-me o rosto, o vento faz o meu cabelo voar a seu belo prazer, acabando por me bater. As árvores vergam-se perante a força da natureza. Curiosamente, estou mais forte do que nunca! Tenho um sorriso nos lábios, a mente vazia e o coração calmo. Já nem sabia como era estar calma. Calma... Que palavra... A tua imagem não me vem à cabeça, a tua voz não me sussurra palavras ao ouvido e não sinto o toque da tua pele na minha.

Olho em frente e vejo um caminho bem delineado à minha frente. Assim que der o primeiro passo não há volta a dar. É um novo início!

Sou só eu. Eu, a chuva, o vento, a trovoada e este novo caminho à minha frente. (...)"

 

 

Não está aqui todo, porque há uma parte, que agora depois de relida, não gosto e por isso tenho de a refazer. De resto, é no que agora ando a trabalhar :) Espero que gostem!

teoria feita por Mags às 22:44
música: Bring me to Life -Evanescence
tags: ,

Junho 2013
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1

2
3
4
5
6
7
8

9
10
11
12
13
14
15

16
17
18
19
20
21
22

23
24
25
26
27
28
29

30


subscrever feeds
Vamos contar o tempo...
PitaPata Dog tickers
Ajudar e...
760 50 10 95
...Prevenir!
"Orgulho naquilo em que acredito!"
pesquisar
 
"Exige muito de ti e espera pouco dos outros!"
Está verde? Podes falar!
blogs SAPO