Tenho o Dom de Amar e o Privilégio de ser Amada.

22
Abr 12

Vou-te contar um história. A história de uma menina, de 10 anos, que julga ter o mundo nas mãos. Que pensa que esse seu mundo, pequeno e perfeito, é cor-de-rosa clarinho como nos filmes... Anda num colégio privado, deseja, um dia, ser bióloga marinha (apesar de mais tarde ter mudado e decidido Direito!), e mais do que tudo, tem uma família, aos seus olhos, perfeita. Vou-te contar a história de uma menina que,  com apenas 10 anos, vê o seu pequeno e perfeito mundo desabar e uma nova realidade surgir-lhe. Esta, é a minha história.

 

Se algum dia escrevesse um livro, este seria o seu início. Passaram 7 anos desde que partiste. Hoje, poderia fazer apenas um reblog do que escrevi no ano passado. E não tiraria uma única vírgula, um único ponto, uma única lágrima. [ver] Mas não o faço. Mereces novas vírgulas, novos pontos, novas lágrimas, novas palavras.

Mereces ser relembrada a cada segundo, minuto, hora, dia, semana, mês, ano.

 

Continuo a sentir a tua falta. Passaram 7 anos e continuo a sentir a tua ausência, tal como no primeiro dia. Ainda tenho alturas em que vou às tuas gavetas apenas para relembrar o teu cheiro, em que pego em papéis por ti escritos para relembrar a tua letra, que visto roupa que um dia foi tua, para te sentir em mim. Mas também não escondo que aprendi a ser feliz. Já tive medo de o dizer, de o assumir. Mas no fundo, sou-o. E nunca te honraria se não o fosse. As minhas vitórias, são as tuas vitórias. Os meus sorrisos, os teus. Acredito que terias orgulho na pessoa em quem me tornei e é nisso que penso sempre que tenho uma decisão a tomar.

 

Este ano, não me alongarei mais. Tenho uma certeza que me descansa e hoje, nada mais preciso:

 

Enquanto existir memória, nunca serás esquecida. Enquanto existir amor, nunca deixarás de ser amada.

 

Sei que falo por todos cá em casa.

 

Sobrevivi e aprendi a viver 7 anos sem ti e contigo sempre presente. Agora é apenas continuar!

 

AMO-TE SEMPRE.

teoria feita por Mags às 17:02

02
Mai 11

Mommy, não te escrevi no dia devido, não por falta de lembrança, mas sim por falta de tempo. Aliás, escreva ou não escreva, nunca sais do meu pensamento, e sobrevives sempre em mim.

No dia de ontem, estavas de novo em apogeu na minha pessoa. Deste-me força neste último fim-de-semana para lutar. Elevo-te à mais alta posição, e daí não sais. Obrigada por nunca me deixares cair ao falhar.

 

Amo-te acima de tudo, e sei que sabes disso, que o sentes, nesse cantinho onde te encontras.

 

Vai atrasado, mas obrigada por me teres dado vida. Por me teres transformado em quem sou! E por teres sido quem foste!

teoria feita por Mags às 22:41

22
Abr 11

 

 

São 6 anos. 6 longos anos sem o teu toque, sem o teu perfume, sem a tua voz, sem o teu sorriso, sem a tua presença, sem ti! 6 anos esses que ainda se irão multiplicar por muitos mais.

Os primeiros 3 anos foram de profundo sofrimento. Talvez o primeiro nem tanto, ainda não tinha entendido o que a morte significava. Foi o meu período de adaptação e de entendimento. Penso que caí na realidade desta minha nova vida, quando saí do colégio. Foi nesse momento que percebi que nunca mais cá estarias! Foram tempos críticos, onde não sabia bem o que fazer comigo. O meu corpo mostrava-se sempre forte e inalterado, mas a minha mente sucumbia aos meus desejos de desistir de tudo, e de não me preocupar com mais nada. Vi a mana velha tentar refazer a sua vida, tentando ultrapassar a dor da perda, e a mana em sofrimento permanente. Tentei recompor-me e apoiar a mana. O meu instinto protector estava ao rubro, apesar de o tentar esconder. Refugiei-me em atitudes egoístas, que criaram uma barreira entre mim e o Mundo. As minhas respostas eram rudes, frias, até um pouco incoerentes. Fui aprendendo a lidar (melhor ou pior) com o turbilhão de sentimentos que me assolava a alma, e aprendendo a sobreviver.

No presente, sinto imensamente a tua falta, é algo que me fere sempre que penso em ti. Faltam-me os teus sorrisos, os teus telefonemas. Falta-me a tua voz. O teu cheiro, a esse continuo a encontrá-lo na gaveta que guardámos para ti lá em casa. Reconforta-me, protege-me, acalma-me. Faz-me falta o teu toque. Sabes do que me lembrei há poucos dias? De quando me deitava na tua cama e tu, impelida pelo teu instinto maternal, e inconscientemente me começavas a passar a mão no cabelo. Eu barafustava, dizia para parares, mas a verdade é que amava esses momentos, e tu bem lá no fundo sabia-lo, porque continuavas.

Posso dizer que o meu estado de desespero já passou. Demorou um tempinho mas consegui recuperar a alegria de viver. Quando agora estou pior agarro-me com força a ti. Sim, o meu maior sofrimento é também o meu maior porto de abrigo. Porque agora sinto-te mais forte, sinto-te mais perto de mim do que alguma vez senti! Sei que estás aqui a meu lado, protegendo-me, guiando-me.

E aproveitando uma frase da mana: Se agora não podemos mais estar juntas, porque é que te sinto aqui tão perto de mim?

 

Amo-te. Amei-te ontem, quando te podia tocar; amo-te hoje, que não o posso fazer; e sei que te amarei amanhã. Porque mais juntas do que estamos agora, é impossível. És parte do meu coração e da minha essência!

teoria feita por Mags às 10:55

17
Abr 11

10h40 da manhã. Enquanto eu e a mana velha tentávamos apanhar a roupa estendida, para não ir parar ao terraço do lado, devido à ventania que aqui estava, ouve-se um barulho de rodinhas na rua. Barulho que vai aumentando, aumentando; junto com a voz de uma criança.

 

Mana Velha: Que barulheira irritante logo de manhã!

Mags: É só uma criança a brincar com qualquer coisa que faz barulho... Coitadinha.

Mana Velha: Pareces tu, quando íamos de férias para o Inatel e fazias montes de barulho pelos corredores fora.

Mags: Não, eu não fazia barulho. Eu provocava um ligeiro ruído, super agradável, para dar a conhecer que já estava acordada. É totalmente diferente!

Mana Velha: Ahahah!

Mags: Agora estive bem, não estive?

teoria feita por Mags às 12:44

05
Mar 11

Já me senti triste, completamente arrasada por dentro, sem norte nem sul. Já fui algo solitária, refugiando-me no meu passado, não vivendo o meu presente. Já chorei baba e ranho porque a vida não foi justa. Já barafustei, já disse "chega". Já amei, fui amada e deixei de amar. Já fui feliz, e hoje volto a sê-lo. Verdadeiramente feliz. O sorriso que me aflora os lábios é verdadeiro e as gargalhadas que de mim nascem são sentidas. Hoje, amo mais do que alguma vez amei na vida. Amo, porque fui, sou e serei sempre amada. Hoje, sou uma pessoa que olha o céu e vê a sua mãe orgulhosa. Hoje, sou uma pessoa apaixonada por ti. Que adora o teu sorriso envergonhado, o teu olhar quente e o teu toque suave. Sou uma pessoa que adora ouvir a tua voz cumprimentando-me, que adora que olhes para trás só para me veres, e que adora a tua busca por mim. Hoje, sou alguém que é feliz. Hoje, tenho motivos para sorrir... E não há quem me faça pensar de outra maneira!

teoria feita por Mags às 19:22

04
Mar 11

É noite, todos dormem,

só a escuridão e o silêncio persistem,

nesta noite que é só nossa

avanças para mim.

Nesta noite persistente,

que teima em não passar.

Tomas-me nos teus braços,

quentes, carinhosos

dizes que me amas

e beijas-me com ternura.

Os teus lábios estão quentes

e o meu corpo treme ao senti-los,

no entanto, afasto-te com carinho.

Isto não pode ser verdade,

não pode ser verdade

mas porém é!

Suspiro. Que mais posso fazer?

Olho-te e sorrio-te com paixão.

teoria feita por Mags às 20:36
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22
Jan 11

Um dia destes, deu-me para me pôr a pensar nos meus sonhos de menina. Não sei bem porquê... Apenas pensei. Em tudo aquilo que, até hoje, quis ser na vida adulta. Em todas as vezes em que me perguntaram o que queria ser quando "fosse grande" e em todas as vezes que os meus olhos castanhos brilharam, enquanto respondia alegremente "cabeleireira", "cantora", "bailarina", "empregada de uma loja", e por aí fora. Acho que quando era mesmo pequenina até cheguei a dizer que queria ser um princesa, uma fada e coisas deste género. Todos nós passámos por tal fase. E agora acho piada.

Hoje, porém, penso também no dia em que descobri o que queria fazer com o meu futuro. Foi em 2008, mais ou menos em Janeiro, quando estava a ler um livro. Pensei nisso mas não o disse a ninguém. Não queria que se rissem, ou que achassem que era apenas mais uma brincadeira. E a partir desse momento investiguei.

Uma coisa sempre quis: uma profissão onde pudesse falar o quanto eu quisesse e, se possível, escrever bastante. Afinal de contas, estas duas coisas definem que sou!

Também me lembro do dia em que o comuniquei ao meu pai e à minha irmã do meio. Era Verão, estávamos na praia de Sesimbra, no mês de Agosto. A maré estava a encher. Também tenho perfeita noção de que esta vez foi diferente. Os meus olhos não só brilharam como também se iluminaram. A minha voz foi forte e decidida, o meu sorriso era grande, enorme. Automaticamente perceberam que não era apenas mais um delírio de criança. Era o meu desejo, o meu sonho!

Hoje, 3 anos mais tarde, e a apenas 1 ano para entrar na faculdade, tenho a certeza absoluta do que quero. Naquele momento comecei a traçar o meu destina, que hoje está mais nítido do que nunca. Advocacia não será apenas uma profissão, mas uma parte do meu ser. Irá completar aquilo que sou hoje!

Hoje, 3 anos mais tarde, percebo que a minha decisão foi a correcta. Quando me perguntam se já sei o que vou seguir, é com confiança e até uma pontinha de orgulho que digo que quero ser Advogada. É o meu destino. É a minha vocação!

teoria feita por Mags às 18:33

18
Nov 10

Recordar sabe tão bem...

 

É com esta grande verdade que começo o meu post de hoje. Na véspera do primeiro aniversário aqui deste cantinho, acho que é uma boa altura para se fazer um balanço.

Um ano... Mudou tanta coisa. Há um ano atrás nunca me imaginaria a ser operada. Nunca imaginaria que passaria um mês em casa. Há um ano nem se quer sonhava em estar a preparar-me para lutar pela causa pela qual vou lutar.

Há um ano atrás eu não pensava como penso hoje.

Há um ano atrás eu tinha alguns amigos. Hoje descubro que tenho bons amigos. Há um ano nunca imaginei que tivesse tanta gente a seguir o meu blog (sim, para mim já é muita gente!). Neste ano apaixonei-me, criei amizades, destruí coisas mal feitas e reconstruí...

Cresci tanto em um ano. Sei o que quero, tenho as minhas ideias bem definidas. Um ano e estou tão mudada!

A minha maneira de escrever alterou-se, a minha maneira de ver o mundo também, a minha maneira de interagir com os outros, de estar, de falar. Muita coisa mudou. E eu acho que gosto destas mudanças. Aliás, eu tenho a certeza de que gosto destas mudanças.

 

 

Um ano, e eu espero que este ano se multiplique por muitos mais.

teoria feita por Mags às 20:16

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